"O teatro é isso: a arte de nos vermos a nós mesmos, a arte de nos vermos vendo!"
(Augusto Boal)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Seminário com Jean-Marie Delacroix!

Caríssimos!

O Instituto Müller-Granzotto de Psicologia Clínica Gestáltica promove, no mês de julho, dois seminários clínicos com o gestalt-terapeuta francês Jean-Marie Delacroix, eminente clínico e formador.

Um dos seminários será sobre grupos, tema sobre o qual Jean-Marie tem publicado seguidamente.

Abaixo, segue o cartaz com mais informações:


Nos vemos lá!!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Conhecimento: patrimônio público ou apropriação privada

"Conta-se o caso de um autor teatral paulista que, tendo escrito uma comédia com o título 'O presunto', buscou uma empresa que produz presuntos e teve a seguinte resposta: Estamos lançando um novo produto – o chester. Não daria para o senhor mudar o titulo da peça?"

Leia o post completo no blog do Emir Sader!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Música e Gestalt

Caríssimos, segue o convite para a oficina Música e Gestalt, no Instituto Müller-Granzotto de Psicologia Clínica Gestáltica.

Aproveitem!!!
A atividade é aberta ao público em geral, e gratuita!



Cada vez mais, conversando com terapeutas, percebo o quanto é importante para a prática clínica envolver-se com outras áreas do conhecimento, e principalmente com as possibilidades de sensibilizar-se.
Para mim, o projeto Cultura Gestalt funciona bem assim...

Boa oficina a todos!

terça-feira, 23 de março de 2010

Menina 23225

A menina 23225 - é assim que ela está registrada nos prontuários médicos - foi internada aos 11 anos no Hospital Psiquiátrico Pinel. "Inteligente, agressiva, indisciplinada, sem respeito, fria e calculista", escreveram dela os que a levaram à instituição-símbolo da doença mental de São Paulo.

Psiquiatras, enfermeiros e psicólogos do Pinel logo viram que o caso de 23225 dispensava internação. Deram-lhe alta. Mas, como a garotinha não tem quem a queira por perto, já são mais de 1.500 dias, ou 4 anos e três meses esquecida dentro da instituição de tipo manicomial.

A menina não é psicótica ou esquizóide; não é do tipo que ouve vozes ou vê o que não existe. Uma médica do hospital resumiu assim o problema: "O mal dela é abandono".

Em termos técnicos, 23225 foi catalogada no Código Internacional de Doenças como sendo F91, que designa transtorno de conduta --desde agressividade até atitudes desafiantes e de oposição.

Miudinha, cabelos cacheados, 23225 tinha apenas quatro anos quando a avó colocou-a em um abrigo para crianças de famílias desestruturadas. O ciúme, diz a mulher, vai acabar com ela. Era só 23225 ver outra criança recebendo carinho e armava uma cena. Jogava-se no chão, chorava. Virou "difícil".

Leia a reportagem completa da Folha!

É estarrecedor.

terça-feira, 9 de março de 2010

Material on-line

Mais um palco-blog com muito conteúdo on-line sobre psicologia!
Visite o PsicoLivros! É possível baixar livros e artigos bem bons, ou visualizar no Google Livros obras de interesse.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Ato-Médico faz mal à Saúde!

Caríssimos,

Segue cartaz para a manifestação coletiva em oposição ao projeto de lei do Ato Médico, em várias cidades. Cada Conselho Regional de Psicologia está se organizando!

Com a convicção de que apenas em comunhão se transformam as realidades, reforçamos a importância deste tipo de mobilização.

Para mais informações, visite o site do CRP 12!

Abraços militantes!

Registro!

Com muito atraso, posto uma foto tirada nos Seminários Clínicos com Jean-Marie Robine, eminente gestalt-terapeuta francês, ministrados no Instituto Müller-Granzotto de Psicologia Clínica Gestáltica, em Florianópolis, nos dias 20, 21 e 22 de novembro de 2009!


Na foto, da esquerda para a direita: Marcos Müller-Granzotto, Sabrina Poses, Jean-Marie Robine, Mellize Cardoso, Diogo Boccardi (foto tirada por Raquel, na "sede campestre" do Instituto).

quarta-feira, 3 de março de 2010


Caríssimos,

Recomendo a todos o Curso de Formação Básica em Gestalt-Terapia, em que discutimos os principais construtos da abordagem, e nos propomos a desenvolver um estilo ético de intervenção em diferentes contextos.

Gostamos de destacar: não é um curso de "introdução" à abordagem gestáltica, pois, mais do que introduzir, nos ocupamos de apresentar (ainda que brevemente) as discussões mais atuais e aprofundadas neste campo. O aluno poderá, ao final do curso, continuar sua formação com capacidade para compreender e aplicar o que a Gestalt-Terapia foi construindo ao longo do tempo.

Ele é destinado a estudantes de Psicologia, mas não é restrito a eles. Profissionais de outras áreas também estão convidados!!

Recomendo!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Uma pessoa que mostra os braços

Relato do educador Frei Betto, em conversa com Paulo Freire, no livro "Essa escola chamada vida", sobre oficinas de teatro propostas por ele no presídio durante a Ditadura Militar:

Betto - Havia um preso chamado Arnaldo, que, mesmo nos dias de maior calor em Presidente Venceslau, sempre andava com uma japona azul de lã, que era do uniforme penitenciário. Um dia, perguntei a ele: “Arnaldo, por que você nunca tira a japona? Você não sente calor?”. Ele disse: “A razão não é essa. Eu, quando sair daqui, quero ser um grande bandido. Não quero mais ser um desses que estão abaixo da lei, quero ser desses que estão acima da lei, como Frank Sinatra, que é da Máfia. Você nunca o viu em manga de camisa. Os grandes bandidos só andam de terno e gravata. Acho que uma pessoa que mostra os braços é uma pessoa menor, uma pessoa inferior. E toda pessoa importante, que está acima da lei e pode fazer o que bem entende, está sempre de terno e gravata”.
Tudo bem. Comecei a trabalhar com esse cara, já com essa informação. Pois, olha, foi incrível o desbloqueio que ele apresentou na experiência teatral. Eu realizava exercícios de expressão corporal com eles, que iam desde a descontração da palavra, para fazer o oprimido tomar consciência de que a opressão o reduziu a um objeto fechado em si mesmo. Por que o trabalhador tem dificuldade de falar? Porque o seu trabalho dispensa a palavra. Ele tem apenas que ser um apêndice da máquina, um apêndice da enxada. Então, quando ele fala, parece ter a mesma dificuldade que a máquina e a enxada têm para falar e produzir a palavra... E o que eu fazia? Eu dizia: “Olha, vamos hoje fazer um passeio pelas nossas próprias bocas. Vamos abrir a boca. Mais, mais! Agora, passe a língua em toda a boca. Agora, enfiem a mão direita no céu da boca, na língua, nos dentes, bochecha esquerda, bochecha direita. Agora, com as duas mãos...”.
Assim eles iam tomando consciência de como a boca é um órgão de expressão, muito maior do que pensamos e que, em geral, temos pudor, preguiça de usar. [...]
Paulo – [...] Imagine se, em lugar de começar como começou, você tivesse feito um discurso sobre a libertação...
Betto – Mas isso é que é interessante. Eu estava contando a experiência daquele preso chamado Arnaldo, e o que me surpreendeu foi o dia em que cheguei ao pátio, e ele não só estava sem a japona, mas tinha raspado o cabelo! [...] Ele, mesmo no frio, não colocou o agasalho. Porque realmente renasceu. Alguma coisa explodiu nele.
(p. 45-46)